Sailing - Forte como a aldeia gaulesa de Asterix
30/8/2010 19:02:17
Neste final de semana, aconteceu a 8a edição do Match Race Brasil de Vela.

Desde 2009, a competição passou a ter o formato de representação por clubes o que é saudável para a popularização da Vela nacional. Em disputa, a Taça Roger Wright em prata pura, transitória em homenagem ao grande entusiasta e amigo da Vela vitimado em acidente aéreo com toda sua família no ano passado.

A competição é promovida pela Brasil1 e com apoio do Iate Clube Rio de Janeiro, da Marinha do Brasil e de patrocinadores de peso como a LIGHT; BRADESCO; VOLVO; NYCOMED e outros.

Ao final, a Taça Roger Wright continuou no pequeno e poderoso Rio Yacht Club (Sailing) de Niterói com a tripulação comandada pelo multicampeão olímpico Torben Grael.

Assim como na fábula de Asterix aonde sua aldeia gaulesa resisitia ao poderio do Império Romano, o Sailing é um clube incrível, tradicional, pequeno (menos de 200 sócios) e ostenta um saldo de 7 medalhas olímpicas e outras tantas panamericanas, internacionais e sul-americanas.

Discípulos dos gêmeos do mar Axel e Erik Schmidt que dominaram a Vela nos anos 50, 60 e 70, os velejadores do Sailing fazem história como os irmãos Grael (Schmidt Grael - sobrinhos de Erik e Axel) e outros grandes nomes como Marcelo Ferreira; Clinio Freitas; Isabel swan; Martine Grael; Claudia Swan Freitas; Luis Marcelo Maia; Antonio Paes Leme; Norman MacPherson, Marco Grael, George Rider e tantos outros expoentes que tomaram a poção do mesmo caldeirão.

Formou vários campeões da classe Optimist para estreantes que mesmo ao representar outros clubes, tiveram a mesma base e vocação. Dentre eles Helio Hasselmann; irmãos Mascarenhas; irmãos Araripe, irmãos Soffiatti Grael e Caio Swan Freitas.

O Sailing é um dos clubes mais antigos do Iatismo Brasileiro tendo sido fundado por ingleses em 1914 e frequentado por escandinavos, brasileiros e outros ao longo do tempo.

Realiza anualmente a Regata Preben Schmidt que é a grande confraternização de final de ano da Vela Fluminense e homenageia barcos clássicos e velejadores tradicionais.

Na final o time do Sailing bateu a forte tripulação do paranaense Daniel Glomb maior especialista de Match Race do Brasil e sua tripulação que representa a Marina da Glória.

Na 3ª colocação, a competente tripulação do Veleiros do Sul (Porto Alegre) comandada pelo velejador olímpico Samuel Albrecht. Na 4ª colocação, a estréia do Iate Clube de Santos que é a mais forte agremiação náutica do Brasil marcando sua volta oficial a Vela. No leme, Alan Adler e outros velejadores renomados como Eduardo Penido e aonde participei das regatas de sexta-feira.
5º - Grêmio de Vela da Escola Naval (Rio)
6º - Iate Clube de Santa Catarina (Florianópolis)
7º - Clube Naval de Charitas (Niterói)
8º - Buzios Vela Clube (Armação dos Buzios)
9º- Iate Clube do Rio de Janeiro (Rio)
10º - Yacht Club Santo Amaro (São Paulo).

Já em Brasília, a guarderia de Wind Katanka sediou o III Festival de Catamarans de Brasília (FestCat). Reuniu 10 barcos desta modalidade de Vela que reúne amantes por todo o planeta e é o formato de veleiro da última e provavelmente da próxima America´s Cup.

Venci num multicasco modelo Prindle 19´ de propriedade do campeão Nelson Piquet e com minha esposa Renata. Na 2ª colocação o especialista em multicascos Alexandre Martins do Ceará e seu proeiro Horst Drechsler da Bahia. 2011 tem mais!

Bons Ventos,

Lars Grael

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ONG´s e as Leis Trabalhistas
25/8/2010 15:05:25
Transcrevo do nosso timoneiro do Projeto Grael (Instituto Rumo Naútico).

"Quase todas as ONGs têm em seus objetivos estatutários a promoção e o exercício da cidadania. E o ponto de partida da cidadania é o cumprimento das leis. Parece óbvio? Claro que sim, mas para a grande maioria das ONGs, estar em conformidade com todas as exigências legais, principalmente as leis trabalhistas, chega a parecer utópico.
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Isto porque, sem gerar recursos próprios (salvo raríssimas excessões), são obrigadas a conviver com as incertezas impostas pelo esforço constante de captação de recursos junto a terceiros, buscando patrocínios e doações que mantenham as suas atividades. Mesmo quando conseguem acessar os recursos através das leis de incentivos fiscais, enfrentam dificuldades com essa intrincada legislação, e a pesada obrigação burocrática imposta pelas regras estabelecidas e pelos órgãos públicos que as executam. Na nossa experiência no Projeto Grael, a busca de recursos através das leis de incentivo demandam um esforço burocrático, que além de caro, demora pelo menos oito meses até a sua concretização.
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Como resultado, verifica-se que muitas ONGs vêem-se obrigadas a conviver com uma indesejada e perigosa informalidade, pois, com muita frequência, encontram-se diante de um perigoso ciclo vicioso: não conseguem superar as barreiras para se ajustarem à legislação (principalmente a trabalhista) e, como consequência, têm dificuldades de se habilitar a receber recursos oriundos dos incentivos fiscais. A situação é ainda mais dramática, pois verifica-se que hoje, no Brasil, a tão propalada RSE-Responsabilidade Social Empresarial está quase totalmente atrelada às vantagens fiscais oferecidas pelos mecanismos de renúncia fiscal.
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Ou seja, sem uma estrutura administrativa e muita organização não se alcança a eficiência necessária na captação de recursos e sem dinheiro não se consegue custear a organização.
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Como as demais organizações do Terceiro Setor, o Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael também teve que superar esse dilema e o fez apostando na estruturação administrativa e na profissionalização de seus quadros. Como resultado, o Instituto encontra-se em plena conformidade com as obrigações legais e as necessidades formais.
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O mais recente passo neste sentido foi a iniciativa do Instituto de procurar os sindicatos do setor, SENALBA e SECRASO, para firmar o Acordo Coletivo de Trabalho (2010-2011). O acordo estabelece a base das relações de trabalho no Instituto. Segundo os sindicatos, o avanço do acordo trabalhista com o Instituto Rumo Náutico não é comum de se verificar no Terceiro Setor.
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Um fato, porém, merece reflexão: quando cumprir a lei ganha um caráter quase inovador, mostra que há algo de errado. Ou deveremos nos preocupar com um grave problema estrutural em todo o terceiro setor ou deveremos estar sofrendo as consequências de uma séria inadequação da legislação à realidade do setor. Quem sabe, se não seriam os dois problemas?
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O fato é que o Terceiro Setor precisa urgente de um amplo debate sobre um marco legal próprio, que atenda as especificidades da sua atuação. Sem isso, poderemos estar condenando à extinção um grande número de organizações que formam a base da organização social de base no país. E, nunca se pode deixar de alertar que sem essas organizações poderemos inibir a prática da cidadania, comprometer uma boa parte dos avanços sociais no país e até mesmo colocar em risco a nossa democracia."
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Axel Grael

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Atletas pela Cidadania
10/8/2010 11:08:15
Atletas propõem metas para o desenvolvimento do esporte brasileiro como legado da Copa e da Olimpíada


No próximo dia 9, segunda feira, Magic Paula, Raí Oliveira, Ida, Ana Moser e Joaquim Cruz, representando a ONG Atletas pela Cidadania, estarão reunidos em uma audiência, em São Paulo, com o Ministro do Esporte Orlando Silva, com o objetivo de apresentar propostas relacionadas ao esporte.

Tendo em vista os eventos esportivos que se aproximam, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, esta associação composta hoje por cerca de 50 atletas brasileiros de diversas modalidades como Flavio Canto, Kaká, Clodoaldo Silva, Lars Grael, entre outros, apresentarão propostas de políticas públicas para o esporte, a serem implementadas nos próximos 6 anos.

Os principais pontos que serão apresentados na audiência são:

1 - Garantia da prática esportiva na educação pública brasileira, para todas as crianças e adolescentes.
Meta até 2014: 100% das escolas públicas das cidades sedes da Copa do Mundo, com esporte educacional regular, monitorado por um profissional e espaço físico adequado.
Meta até 2016: 80% das instituições em todo território nacional com esporte educacional regular, monitorado por um profissional e espaço físico adequado.

2 – Democratização da atividade esportiva, proporcionando equipamentos públicos com diversidade de modalidades ofertadas para a população, como forma de estimular a prática desportiva para melhoria dos níveis de saúde pública.
Meta até 2014: dobrar a freqüência de atividade física entre os brasileiros nas cidades sedes da Copa do Mundo.
Meta até 2016: dobrar a freqüência de atividade física entre os brasileiros em toda a população do país.

3 - Aumento dos investimentos públicos, para desenvolvimento do esporte nacional.
Meta até 2016: 2% do orçamento federal dedicado ao esporte e 1% estados e municípios, especialmente aqueles que sediarão os eventos esportivos.

4 - Revisão do Sistema Nacional de Esporte, com foco para:
a) Integração das políticas públicas
b) Proteção ao atleta profissional com garantia de estudo e formação
c) Integração do sistema esportivo educacional, participação e alto rendimento.

A Pesquisa de Informações Básicas Municipais do IBGE aponta que das 140.867 escolas públicas municipais somente 12% possuíam instalações esportivas. Para os atletas, é preciso que a cultura prática esportiva seja incentivada desde a infância, como forma de se incorporar os valores atrelados ao esporte como respeito, saúde e cultura de paz, além de ser o início para o investimento em futuros atletas profissionais.

O mesmo documento demonstra que o pessoal dedicado à área do esporte pelas prefeituras, em relação a outras atividades, responde somente por 1,4%. Somente 7,4% dos municípios possuíam complexo esportivo, 67% concentrados na região sudeste. O mesmo relatório aponta que as competições esportivas existem em 78,4%, contudo, a qualidade desses projetos e sua ligação com o sistema como um todo é ainda uma incógnita. Se analisarmos por modalidade, percebe-se que a maior parte das cidades investe em futebol (95,5%), futsal (66%) sendo seguido por vôlei (60,5%) e atletismo (43,6%).

Ainda segundo a ´Pesquisa Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas´ do Ministério da Saúde, em 2008, no conjunto da população adulta das 27 cidades estudadas, a freqüência da atividade física suficiente no lazer foi de apenas 16,4%. O documento ainda aponta que prática aumenta com a escolaridade das pessoas.

Raí acredita que o esporte ainda é visto como supérfluo dentre um universo de temas tão importantes para o desenvolvimento do Brasil. O esporte desejado pelos atletas da ONG vai contribuir para o desenvolvimento da sociedade, na melhoria dos indicadores sociais, de um modo geral. Por isso, é necessário um maior investimento no desenvolvimento de políticas públicas que busquem o esporte para o desenvolvimento social e por isso, os recursos atuais e a média histórica não são suficientes, ainda mais tendo-se em vista os mega eventos esportivos.

A audiência ocorrerá no Gabinete Regional da Presidência da República, em São Paulo, no dia 09 de agosto às 12:00.

Sobre a organização Atletas pela Cidadania

A Atletas pela Cidadania é uma organização sem fins lucrativos que reúne, em uma iniciativa inédita no mundo, atletas e pessoas da comunidade esportiva para conscientizar, sensibilizar e mobilizar a sociedade no apoio às causas de interesse nacional. (www.atletaspelacidadania.org.br)
Membros da Atletas pela Cidadania

Ana Moser, Andre Domingos, Branca, Carmem de Oliveira, Cafú, Clodoaldo Silva, Daniel Alves, Deco, Dunga, Edmilson, Fernanda Keller, Fernando Meligeni, Fernando Scherer (Xuxa), Flávio Canto, Gustavo Borges, Henrique Guimarães, Hortência, Ida, Joaquim Cruz, João Vianna, José Montanaro, Jorginho, Kaká , Kelly Santos, Lars Grael, Leandro Guilheiro, Leonardo, Luciano Correa, Luisa Parente, Magic Paula, Mariana Ohata, Maurício, Nelson Prudêncio, Oscar Schmidt, Patrícia Medrado, Raí Oliveira, Ricardo Gomes, Ricardo Prado, Ricardo Vidal, Ricarda Lima, Rogério Ceni, Rogério Sampaio, Roseane Santos, Rubens Barrichello, Rui Campos, Sócrates, Vanessa Menga e Zetti.


Lars Grael
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Ética no Esporte
26/7/2010 19:35:44
Esta eu reproduzo do meu irmão Axel Grael que indignado com o gesto de "profissionalismo" da Ferrari, escreveu este texto abaixo:

Lars Grael

"Aconteceu de novo. E mais uma vez envolvendo os brasileiros!!!!

Soube pela imprensa que no GP da Alemanha de hoje, o piloto Felipe Massa recebeu ordens de deixar o seu companheiro de equipe, Fernado Alonso, ultrapassá-lo e, vergonhosamente, assim o fez. Após receber a ordem pelo rádio, ouvida também na TV pelos expectadores, Felipe Massa, que liderava a prova, obedientemente reduziu a velocidade para que Alonso o ultrapassasse e vencesse a prova. Ora, isso é um ultraje para qualquer um que ama o esporte e ainda acredita em esportividade.

Eu já fui um fã da Fórmula 1, daqueles de assistir a todas as corridas. Me desencantei com a modalidade naquela ocasião, em 2002, em que Rubens Barrichello deixou-se humilhar, permitindo a ultrapassagem de Michael Schumacher, diante das ordens de seus superiores pelo rádio. Nunca mais assisti uma prova com paixão de outrora.

Realmente, acho que ficamos mal acostumados por torcer por esportistas de verdade na Fórmula 1 - como Senna, Fittipaldi e Piquet - que entravam nas pistas com o talento e o ímpeto de campeão, com o sonho de fazer história e a responsabilidade de honrar a confiança de seus torcedores. Por isso ganharam títulos, além da admiração e o respeito de milhões de brasileiros e de torcedores de outros países.

Os pilotos de hoje já começaram em berço esplêndido, usufruindo de valiosa herança. Não precisaram se esforçar para desbravar caminhos, conquistar o público, como fizeram os seus antecessores. Se beneficiaram do inestimável capital de credibilidade e de paixão construído pelos verdadeiros ases do volante que lhes abriram as portas. Quando chegaram à Formula 1, já a encontraram alçada a uma das maiores preferências esportivas dos brasileiros. A esperançosa e cativa legião de fãs, de tão numerosa e apaixonada, já era suficiente para permitir uma audiência que magnetizava para as suas equipes os melhores patrocinadores, que consequentemente lhes garantiria os gordos salários, mesmo quando lhes faltaram vitórias.

E o que fizeram os atuais pilotos com todo esse ativo? De escândalo em escândalo, jogaram tudo no lixo. Barrichelo, Nelsinho Piquet (que decepção para o seu pai) e agora Massa, se despiram da ética e da vergonha e revelaram-se meros burocratas assalariados e não esportistas da estatura que se esperava. E porque será que isso está se tornando recorrente justamente entre os brasileiros? Estaria aflorando no automobilismo a crise moral que eclode a cada dia em outros setores da nossa sociedade?

Sabemos que o esporte é muito mais do que títulos e medalhas. Muitos atletas e ex-atletas têm comprovado isto através de suas iniciativas sociais. Mostram que o esporte é também a oportunidade de se promover a inclusão social, de educar, de motivar e de transmitir valores de cidadania. E um dos principais motivos que o esporte tem esse potencial é o exemplo que seus campeões representam na sociedade.

Mas, estamos aqui falando do esporte profissional e do que deveria ser a sua elite. E a velha máxima olímpica de que "o importante é competir" não faz sentido se por trás da participação do atleta não houver também a vontade e o compromisso com a vitória. Vencer é a profissão do atleta, embora seja também do ideário do esporte saber perder e reconhecer a superioridade dos vencedores. Mas, isso não significa abdicar da vontade de vencer.

Deixar-se deliberadamente ser ultrapassado por outro competidor, ainda que da mesma escuderia, é abrir mão de toda a competitividade e macular o sentido da competição. Talvez, com algum esforço, pudéssemos até relativizar um pouco a situação se fosse em um momento decisivo do campeonato, se o ultrapassado estivesse fora da disputa, se o título da temporada estivesse em jogo, mas ainda estamos muito longe disso. Portanto, o que se viu foi trapaça mesmo.

É preciso considerar também que a Fórmula 1, apesar de ter uma numerosa e cara equipe por trás dos pilotos, não é um esporte coletivo. Tanto que, isso contraria as suas próprias regras, a ponto da escuderia de Massa já ter sido multada. É diferente de outros esportes como o ciclismo, de algumas provas do atletismo, quando surgem atletas que fazem o papel do "coelho", aumentando o ritmo da prova em favor de alguma estratégia pré-determinada. Nestes casos, está na regra do jogo e portanto é legítimo.

Para quem não tem compromisso com a disputa, existem esportes não competitivos. É o caso dos esportes de aventura, como a vela de cruzeiro (com o objetivo de cruzar os mares), do montanhismo (conquistar picos inalcançados, contemplar as mais belas paisagens), do trekking (caminhar por trilhas), enfim, atividades também atléticas, mas que têm em sua essência formas mais lúdicas de "vencer".

Obviamente, esse não é o caso do automobilismo, em particular da Fórmula 1 e não foi por práticas contemplativas que os pilotos ganharam notoriedade e a atenção do público. As legiões de fãs que vão aos autódromos, que ficam em frente dos televisores e que acompanham tudo o que se refere aos seus ídolos nas pistas, esperam vê-los vencer. O fã quer ver as demonstração de técnica, de arrojo, de coragem e de destreza. Quer a excelência da tecnologia em sintonia com a maestria do homem que a comanda.

Portanto, admitir perder é a negação de tudo o que se espera desses pilotos. Por isso, a atitude desses brasileiros nos bate como uma traição. É duro cair na real e ver que na verdade eles admitem ser meros coadjuvantes, diminutos sparrings daqueles escolhidos para vencer.

Por submissão? Por contrato? Por dinheiro?

Seja lá qual for o motivo, para mim é inaceitável. Vejo como falta de esportividade e falta de vergonha na cara. Como torcer para alguém que tem que perder e admite isso? Vou torcer por outros esportes onde atletas de verdade honram a camisa e permitem que torcer por eles faça sentido".

Axel Grael
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Lula, uma contribuição ao esporte
6/7/2010 19:55:19
Nos noticiários de hoje, atribui-se ao Presidente Lula, uma declaração feita em sua viagem pela África de que as mudanças no futebol também deveriam ocorrer na direção da CBF.

Comparou até sua atuação sindical quando teria limitado o mandato do Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos para 8 anos. Louvável!

Ele reconhece que nada pode fazer quando se trata de uma entidade de direito privado como a CBF, mas sua contribuição é conceitualmente valiosa, apesar de sua prática reconhecidamente democrática na política brasileira ser conflitante com sua política externa. A política externa brasileira atual, é marcada dentro de outras características, pela forma de legitimar e defender tiranias e ditaduras de alguns países da África, da República Islâmica do Irã, Cuba e das neo-Repúblicas Bolivarianas lideradas pela Venezuela de Hugo Chávez.

A gestão esportiva brasileira precisa ser oxigenada, renovada, modernizada e merece tomar uma belo banho de transparência. Nosso modelo de governança esportiva é majoritariamente arcaico, coronelista, corporativista, pseudo-amador e patrimonialista.

Sabemos que democratizar o sistema não será nada fácil, mas é o único caminho para o incremento da credibilidade do esporte brasileiro. Não podemos generalizar e temos grandes gestores em diversas entidades. O Comitê Paraolímpico Brasileiro já deu passos largos rumo a sua democratização e consequente pacificação. A Confederação Brasileira de Remo trocou sua direção e aprovou novo estatuto democrático e transparente. A Confederação Brasileira de Vôlei possui gestão empresarial impecável apesar de manter o rodízio do poder à moda antiga.

Importante é que o Presidente Lula tenha trazido o tema ao debate.

Lars Grael
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Dunga - O fim de uma era?
2/7/2010 21:09:34
Esta colocação já foi feita após a derrota de 1990 quando a seleção comandada por Sebastião Lazaroni foi eliminada pela rival Argentina.

Dunga chegou ao comando da seleção brasileira surpreendendo a todos. Era um campeão respeitado, mas sem nenhuma experiência como treinador. Começar logo na seleção brasileira? Era a pergunta que muitos fizeram como eu.

Aos poucos, formou uma equipe coesa e surpreendeu até os mais otimistas ao colecionar os títulos da Copa América, da Copa das Confederações e da forte Eliminatória Sul-Americana. Ganhou confiança, respeito e admiração. Isolou-se da imprensa e da pressão popular ao convocar sua equipe para a Copa.

Sei que é fácil apontar erros após a derrota. Poderíamos criar teorias para o sucesso. O fato é que pessoalmente temi pelo pior ao saber da lista dos convocados. Nosso meio-campista Kaká tinha que ser convocado, mas estava longe do auge da sua melhor forma. Estava sem ritmo, sem confiança e vindo de grave lesão. A opção correta era convocar o impressionante Paulo Henrique Ganso com toda sua genialidade mostrada no time do Santos.

Ah, não tinha experiência na seleção? O que dizer da primeira convocação de Pelé em 58? de Ronaldo em 94? de Kaká e Ronaldinho Gaúcho em suas primeiras Copas? O que dizer de Pato estrear no Futebol Profissional no jogo que o Inter foi campeão mundial e ele marcou gol?

Na lateral esquerda, nunca estivemos tão mal servidos, como com este Michel Bastos que até que melhorou neste último jogo. Rejeitar a experiência e categoria do Roberto Carlos, uma imprudência. O atleta desgastado pela derrota de 2006, encontrou seu melhor futebol no Corinthians aonde provou estar em grande forma e levou sua equipe a liderança do Campeonato Brasileiro.

O fato é que não há substituto para a vitória. Dunga fez com competência, o que sabe. Futebol de garra, marcação, pegada, jogadas de bola parada e cruzamentos para a área. Deu errado na "Era Dunga de 90", mas, deu certo na conquista de 1994, quando Dunga era o capitão da equipe comandada pelo Parreira que longe do Futebol arte, chegou lá. Tá certo que tínhamos Romário, Bebeto e Cia. Limitada...!

Acho que Maicon e Lucio foram gigantes nesta Copa.

Dunga deixa o comando da seleção com dignidade. É um campeão e ainda ouviremos falar muito dele, espero.

Acho que o Brasil deve recuperar o futebol alegre, moleque, ousado e admirado por todos (ou quase todos). Dica para técnico? Quem sou eu, apenas um leigo. Gostaria de ver Paulo Roberto Falcão ou Mano Menezes.

Agora? Torço pela Argentina e pelos irmãos Sul-Americanos.

Hora de olhar para Winbledon e voltar a lembrar que outros esportes existem.

Bons Ventos,

Lars Grael (leigo em Futebol)
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Europeu de Star
15/6/2010 15:13:43
Acabo de chegar do Camp. Europeu de Star em Viareggio na Italia. Recorde de participações com 132 barcos de 26 países mostrou a força da nossa quase centenária classe olímpica.

* Ventos fracos e fracos p/ médios e com bastante onda. Linhas de largada com 3 comissões e com cerca de 0.8 Milha de comprimento (muito maior que as pernas da Pré-Olímpica da CBVM em Brasília).

* No final, a vitória do ex-Tornadista alemão Johannes Polgar e Markus Roy que tiveram um índice de acerto impressionante. Merecido!

* Impressionante ainda o desempenho dos Norte-Americanos que cravaram:2º - USA – Andrew Campbell / Brad Nichol; 3º - CAN – Richard Clarke / Bjorn Tyler; 4º - USA – George Szabo / Mark Strube; 5º - USA – Mark Mendelblatt / John Von Schwarz

O desempenho deles merece nossa análise. São unidos, organizados e vieram para a Europa com tudo para ganhar. Aliás, fenômeno de organização parecido com a equipe alemã Heinz-Nixdorf que Polgar; Schlonski; Miller e outros mostraram.

* Entre os brasileiros, não repetimos a marca histórica de 4 entre os 10 como no Mundial do Rio, mas estivemos respeitados com 3 entre os 15.

* Torben Grael e Marcelo Ferreira mostraram mais uma vez que não perderam a majestade e estiveram Vice-Líderes até a 4ª regata. Estrearam um novo modelo do Lillia e estão fortes com rumo a 2012.

* Robert Scheidt e Bruno Prada também estrearam barco e foi um belíssimo Mader. Começaram instáveis e terminaram a 2ª metade com uma das melhores médias, inclusive com a brilhante vitória da 4ª regata.

* Eu e Rony Seifert nunca tivemos muita speed no contra-vento com nosso Folli 8382 emprestado. Falhamos muitas vezes em largadas e tática, mas sempre muito rápidos no Popa. O 13º lugar foi justo e satisfatório.

* Gastão Brun e Gustavo Kunze andaram sempre com muita consistência e o título absoluto na categoria Grã Máster (longe na frente do campeão Máster), prova que Gastão é um mito da Vela. Parabéns!

* Dino Pascolato e Henry Boennig foram 3º colocados numa regata treino e colocaram 3 regatas no top 30. Poderiam terminar melhor e ainda assim, conquistaram a 3ª colocação na categoria Grã Máster.

* Luiz André Reis e Samuel Freitas (ex-alundo do Projeto Grael) foram surpreendentes. A 9ª colocação na 5ª regata deu a dupla a respeitabilidade que merece. Mostra o crescimento quantitativo e qualitativo da classe Star de Brasília. Ainda levantaram um grande caneco de 3º geral na categoria Máster. Parabéns!!!

* Admar Gonzaga e Alexandre Freitas tiveram um início desanimador e ocupavam a 114ª posição até arrancarem 2 Top 50 nas duas últimas regatas. Saltaram para a 85ª posição geral e demonstram mais uma vez, o crescimento quantitativo e qualitativo da Flotilha Paranoá de Brasília.

Sábado teremos a Regata do Conselho Deliberativo da AABB no Lago Sul. Para descansar do Europeu de Star, lá estarei no meu 7284 “Get Back”. .

Bons Ventos

Lars Grael



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Prof. Ruthênio - Um benfeitor do esporte brasileiro
27/5/2010 16:52:29
Esta transcrevo do Prof. Vanilton Senatore de SP.

"Amigos,


Permita-me sair do assunto do momento futebol, copa do mundo, etc. para falar de uma grande figura da Educação Fisica e do esporte brasileiro que perdemos ontem em Brasília.

Faleceu o Professor RUTHÊNIO DE AGUIAR, um dos primeiros profissionais de EF a chegar à nova capital federal no inicio dos anos 60.

Ruthênio foi a figura sensata, educada e extremamente competente que esteve desde os tempos de DEF, DED e SEED no Ministério da Educação e Cultura e depois na Secretaria de Desportos da PR, Ministério Extraordinária do Esportes até se aposentar.

Foi o braço direito de todos os titulares que alí passaram, do Coronel Péricles, último da era da chamada ditadura, passando por Bruno da Silveira, Manoel Tubino, Zico, Bernard, Pelé, etc.

Sempre discreto e muito correto em todas as suas atitudes é o tipo da figura que o esporte brasileiro perde e dificilmente conseguirá repor.

Fica nossa saudade do grande profissional e dileto amigo que amava o Basquetebol e a sua querida Niterói."

VANILTON SENATORE

Tive a chance de conhecer e homenagear o Prof. Ruthênio quando inauguramos uma galeria com as fotos de todos os secretários e gestores nacionais de esporte em 2002.

Lars Grael
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Forças no Esporte
20/5/2010 10:21:06
É com muita satisfação que nesta semana vi matéria na TV sobre o ingresso de parte substancial da equipe olímpica de Natação nos quadros do Exército Brasileiro.

Recentemente a tripulação de Vela comandada pela talentosa Juliana Mota e tendo á bordo minha sobrinha Martine Grael, sagrou-se campeã mundial de Vela Militar representando a Marinha do Brasil.

Este fenômeno de parceria das Forças Armadas com o Esporte Brasilero, surgiu através da criação do Programa Forças no Esporte que concebi em 2001 e firmamos convênio em 2002 na minha gestão como Secretário Nacional dos Esportes entre o então Ministério do Esporte e Turismo e o Ministério da Defesa.

A parceria começou através de um vasto diagnóstico de toda infra-estrutura esportiva nas unidades millitares em todo território nacional. O convênio prevê que estas instalações podem (e várias já estão)estar disponibilizadas para projetos de inclusão social através do esporte e treinamento de atletas civis.

A Marinha e o Exército já eram parceiros do Projeto Navegar desde a sua criação em 1999.

O convênio permitiu ainda um suporte financeiro da Secretaria Nacional do Esporte para a Comissão Desportiva Millitar Brasileira - CDMB, órgão que foi presidido por nosso pai, o Coronel Dickson Grael nos anos 70.

A CDMB pôde incrementar a participação de militares brasileiros em competições internacionais, sediou eventos no Brasil e conquistou a realização dos V Jogos Mundias Militares que serão realizados no Rio de Janeiro em 2011. Para muitos, um evento de menor importância? Engano! Os Jogos Mundiais Militares são o 2º maior evento multi-esportivo internacional, perdendo apenas para os Jogos Olímpicos de Verão.

Poucos sabem da importância deste evento para a integração através dos esportes, das forças militares de todo o planeta. Importante ainda destacar que cerca de 25% de todas medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008,foram conquistadas por atletas militares.

O então Ministro dos Esportes Agnelo Queiroz deu prosseguimento a parceria através do Programa Segundo Tempo em unidades militares.

Bom para os atletas que passam a ter um apoio das Forças Armadas e além de receberem intensa preparação cívica, patriótica e moral. Bom para as Forças Armadas que mostram uma visão cidadã e simpática das suas corporações. Bom para o Esporte Brasileiro que recebe um parque esportivo valioso e um sistema de geração, retenção e valorização de atletas. Bom para a sociedade brasileira que passa a olhar com mais admiração o alistamento militar e o papel de Exército, Marinha e Aeronáutica.

É o esporte olímpico no rumo certo.

Lars Grael
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Estudioso e Cavalheiro?
10/5/2010 22:48:30
Esta reproduzo da tradução de Manolo Bunge revisão de Murillo Novaes, de artigo da mais importante revista de Vela do mundo, a britânica SEAHORSE (matéria com foto edição de abril - 2010)

"Estudioso e cavalheiro

Neste belo artigo da mais prestigiada revista de Vela do mundo, a Seahorse, órgão oficial do Royal Ocean Racing Club, lida por 10 entre 10 megacampeões do planeta, a simpática Lynn Fitzpatrick reconhece os (últimos) sucessos do velejador brasileiro de Star e duplo medalhista olímpico LARS GRAEL. A tradução foi de Manolito Bunge com este escriba vertendo algumas coisas do portunhol do portenho-ubatubense.

Centos de Staristas e convidados estavam sentados nas mesas de jantar ao redor da enorme piscina do Iate Clube do Rio de Janeiro. Por trás do palco, vídeos dos melhores momentos do Campeonato Mundial da Classe Star 2010 rolavam numa tela gigante enquanto a entrega de prêmios iniciava. Gastão Brun, Harry Adler, Peter Dirk Siemsen, Bill Allen, Claude Bonanni e muitos outros que foram e são importantes para Classe Star no Brasil e no mundo, foram chamados para subir e entregar troféus.

As vozes e música ecoavam e o barulho quicava entre a piscina e o toldo. Alan Adler, campeão mundial de 1989, e seu proeiro Guilherme de Almeida se apresentaram no palco para receber os prêmios da quinta colocação das mãos do próprio pai, Vice-Comodoro da Classe Star, Harry Adler. Alan e Guilherme se deslocaram para esquerda, onde ficaram sob as luzes.

Os quartos colocados foram chamados. Lars Grael e Ronald Seiffert. A casa caiu.Os aplausos troavam enquanto Lars e Ronie caminhavam entre os presentes para o palco. Terceiros no Mundial 2009 na Suécia e quartos nesse Mundial em casa, a melhor media de todas as tripulações participantes nesses dois campeonatos, provavelmente o mais difícil dos campeonatos mundiais dos one-design.

A ovação em pé para o time era pela performance na água e pelo homem que caminha pelas águas, apesar de ter uma perna só. Lars Grael é um vencedor da vida.

Junto com o irmão Torben seguiram os passos dos tios e ganharam o Mundial da Classe Snipe. Por serem dos primeiros na historia da Vela a colar os logos dos patrocinadores em suas velas, foram chamados de “mercenários”, relata Lars dando risada. Com sete medalhas olímpicas entre os dois, Lars e Torben deram às suas famílias, seu pais, seus patrocinadores, à Vela e às suas comunidades, um retorno muito maior do que poderiam ter imaginado.

Então, treinando à procura de uma terceira medalha, Lars perdeu uma das pernas e quase a vida quando uma lancha de grande porte “pilotada” (pois estava em piloto automático) por uma pessoa sob a influência do álcool passou por cima do seu Tornado, destruindo o barco e deixando-o na água lutando pela vida.

Mais de uma década já transcorreu desse terrível acidente e, com força e determinação, Lars tem hoje uma das carreiras náuticas mais brilhantes novamente encaminhada. Ele é timoneiro ganhador em barcos grandes. Atrapalhou Robert Scheidt até o final na seletiva para Olimpíada 2008. Se o vento é fraco, você pode olhar na frente da flotilha de qualquer campeonato grande que Lars e Ronie estão meia perna à frente de todo mundo. A coragem de não seguir o rebanho é um traço que compartilha com Torben…

Após a terceira colocação no Mundial 2008, Lars e Ronie voltaram ao Brasil para mostrar que são uma força a ter em conta quando ganharam a Warm-Up do mundial, a Taça Royal Thames 2010. A força de caráter de Lars ficou demonstrada quando após um 35º na primeira regata do Mundial, foi melhorando o desempenho em escala progressiva, fazendo 15º, 12º, 10º, 2º e 5º, e assim fechando quase que com chave de ouro. Se for tomado em consideração que no campeonato rolou vento fraco e rondado, correntezas, ondas acima do normal, alem de uma concorrência duríssima, essa dupla cada dia velejou melhor. Após um Mundial longo e complicado, eles ficaram acima de tripulações com muito maior capacidade física, treinamento e com ranking olímpico superior.

A equipe seguinte chamada ao pódio foi a de Torben e Marcelo (cinco Medalhas Olímpicas, Mundiais, Velejador do Ano da ISAF, ganhador da Volvo, e muito importante: irmão do Lars). Não tem como ficar melhor do que isso!

Na frente dos irmãos Grael, os dois degraus superiores foram ocupados pelos favoritos antes de iniciar-se o campeonato, Marazzi e De Maria da Suíça, e os campeões, Iain Percy e Andrew Simpson. Se a gente olha para eles, da para ver que quando não estão velejando, com certeza estão na academia. Fisicamente os rivais mais duros.

Lars Grael – educado, homem de estado, homem de família, filantropo, cavalheiro, velejador campeão, a pessoa mais considerada que você pode cruzar. Um exemplo para todos. O merecedor de uma ovação em pé.

Nota do tradutor: artigo extraído da Revista SEAHORSE de Maio 2010. Acompanha a reportagem uma foto do Lars e Ronie velejando de Star no Mundial 2010".

Legal né?


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